Adicção e codependência: Atração fatal!“

Woman tearing up a pink paper heart.

Adictos são escravos dos seus atos insanos e pensamentos repetitivos
e controladores e codependentes também… Com o tempo,
acabamos por nos acostumar com a dor do controle, porque
existe nela uma segurança distorcida que nos é muito familiar.
Por isso, é mais fácil permanecermos no falso caminho daquilo
que achamos que já conhecemos, do que abrirmos mão de tudo
em busca do novo e do desconhecido, para, enfim, decidirmos
colocar um ponto final naquilo que nos machuca tanto. Só então
a recuperação torna-se possível para ambos.
Sabemos que a Codependência é a inabilidade de manter e
nutrir relacionamentos saudáveis com os outros e consigo mesmo.
Nos relacionamentos codependentes não existe a discussão
direta dos problemas. Inexiste uma expressão aberta dos sentimentos
e pensamentos, por que falta uma comunicação honesta e
franca como um todo, e perecemos com expectativas irrealistas,
falta de individualidade, desconfiança nos outros e em si mesmo.
Quem são eles? Onde vivem? O que fazem? Bem, isso parece uma
chamada do programa Globo Repórter, mas não é. É difícil denominar
um adicto ou um Codependente, porém, um fato absolutamente
inegável, é que eles se chocam o tempo todo entre si, na família, no trabalho,
e desculpe-me a sinceridade em dizer-lhes, ambos incomodam!
Existe algo que, obviamente não podemos negar: Adictos são
odiosamente inesquecíveis, olhando pelo prisma da questão de
uma maneira totalmente positiva. De fato, somos complicados,
mas ao mesmo tempo, também somos encantadores quando queremos.
Por outro lado, olhando-nos de uma maneira negativa, sabemos
muito bem que somos os piores quando assim decidimos
ser. Quando somos bons, somos ótimos, quando somos maus,
somos absolutamente perversos. Mas temos muitas coisas boas
adormecidas. Somos diamantes brutos a serem lapidados.
Adictos tornam-se inesquecíveis pelo trabalho que nos dão,
ou pelo afeto e orientação que pretendíamos lhe dar e não podemos,
por isso, nos frustramos tanto.
Um adicto na ativa em nossas vidas é algo instigante e desestabilizador.
Lidar com ele, realmente é uma loucura. Como diz a
“hilária” Narcisa: Aí que loucura!
Adictos são complicados pelo frágil e descontrolado aspecto
emocional e mental, mas mesmo assim, não conseguimos nos
desvencilhar deles pelo simples fato de amá-los desmedidamente.
Ao aproximarmos-nos de um adicto, sempre correremos o
risco de embarcarmos em uma aventura altamente perigosa e esgotante,
onde seremos sugados, sem piedade, por um rodamoinho
de emoções, se decidirmos acompanhá-los mais de perto.
O que de fato nunca poderemos negar é que sempre esbarraremos
em adictos andando livremente por aí! Podemos lidar anos
a fio com um adicto e só mais tarde percebermos o vasto estrago
que ele é capaz de fazer em nossas vidas!

Todo adicto na ativa é um prisioneiro do medo e os codependentes também.”

Por: Darléa Zacharias

Trecho do livro Inimigo Oculto, foco, força e fé

Adicção e oscilação de humor

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Eu vivia uma constante oscilação de humor, mesmo estando limpa. Vivenciava mudanças repentinas de personalidade. Era como se existissem duas pessoas dentro de mim…

Minha doença agia como papagaio de pirata, falando sem parar aos meus ouvidos, o tempo todo. Era incrível o que se passava dentro da minha cabeça. Pela manhã, quando acordava, estava com um humor fabuloso, de repente, me transformava em um poço de fúria. No momento a seguir estava rindo até de comercial de azulejo, logo após, estava embaixo das cobertas, querendo morrer. Era assim que eu vivia.

Parar de usar drogas me deixou mais desesperada ainda, porque eu tinha que lidar com esta realidade que não queria enxergar. Meus pensamentos e os meus sentimentos eram os mesmos de sempre, apenas não usava droga…A minha inabilidade de aprender a conviver com uma pessoa que não conhecia era muito grande, e esta pessoa, era eu!

Eu vivia um conflito interior muito grande, hora bem, hora mal, hora alegre, hora triste, hora sentindo-me o patinho feio da parada, e por aí em diante… Eu ia atropelando tudo, me sentindo boa e perversa, calma e irada, cheia de amor e extremamente carente. Hora a super sabe tudo ou a burrinha irremediável. A toda poderosa ou a fraquinha, amável e insuportável, feliz e infeliz, completa e vazia, rica e pobre. Crente e descrente, forte e indefesa. Essa inconstância emocional me esgotava! Meus defeitos de caráter sugavam todo o meu tempo e energia!

Eu enxergava o mundo pelo avesso, de cabeça para baixo e isso destruía minhas relações. Travava uma batalha diária contra minha adicção… Hoje aprendi que, a alternativa melhor em crises como estas, é pedir ajuda e esperar passar! E, quando passa, me digo: “Nossa! Por que mesmo eu estava deprimida?”

Muitas vezes, nem me lembro o real motivo de eu estar mal, até porque, na maioria das vezes, não tem motivo algum. Percebi que a minha mente produz sentimentos infundados, e um pouco mais de dor do que existe na realidade. Sempre fui assim… Desde pequena eu não entendia o que acontecia em minha mente. Vivi mais da metade da minha vida desta forma. Solitária e extremamente inábil….Eu chorava, escrevia poesias e perguntava: “Deus… Por que sinto tanto vazio? Por que sou tão diferente? Será que as outras pessoas sentem o mesmo?” As respostas não vinham e isso me agoniava.

Hoje, sei que Deus respondia minhas perguntas da maneira Dele e, muitas vezes, usando outras pessoas para me indicar o caminho certo. Mas eu não O compreendia, porque, esperava ouvir a sua voz ecoando, lá do além, como nos filmes bíblicos… Tipo assim: “Oh! Filha minha… Não temas!”Era mais ou menos como a história do cara que estava ilhado e não tinha como sair. Ele se dizia um cara de muita fé. Várias pessoas foram de barco tentar resgatá-lo, e ele não quis ouvi-los. Dizia-se confiante em Deus, certo que Ele iria salvá-lo, tamanha era sua fé. Então, o homem morreu afogado, quando chegou ao céu reclamou com Deus:— Poxa, Deus, confiei que tu irias ajudar-me e o Senhor me abandonou! Deus, calmamente, respondeu:— Eu enviei várias pessoas de barco para salvá-lo e você não deu ouvidos a minha voz… Assim, também, é o meu Poder Superior…Ele fala o tempo todo, a própria voz da razão, é Deus tentando me guiar…

Por: Darléa Zacharias

Trecho do livro Drogas, o árduo caminho da volta, coragem para mudar!

Conheça o trabalho da autora